terça-feira, 13 de setembro de 2016

Perda de conhecimentos adquiridos. Por que isso acontece?

Tentamos nos lembrar de coisas importantes, mas parece que só o inútil é de nosso agrado.
Quando estamos na sala de aula e somos repreendidos pelo professor por não saber a matéria aprendida na última aula é um fato muito triste. Não somente para o professor que enxerga que seu trabalho foi em vão, ou que suas tentativas de fazer o aluno aprender falharam. Mas também porque o próprio aluno se sente constrangido com tal acontecimento, por não poder compactuar com os anseios do seu mestre.

Para entender esse dilema, das coisas estarem tão vivas e brilhantes logo após o termino da aula, mas com o passar de um simples dia, ou semanas e meses, todo o conteúdo parece ter sido perdido, é necessária uma verificação do que acontece no cérebro quando aprendemos. Pois bem, imagine que a nossa cabeça possa ser análoga a um computador. Dentro do computador existe dois tipos de memória. A memória RAM, sigla vinda do inglês para Random Acess Memory, que é a memória de trabalho que pode ser imaginada como a memória de curto prazo, nos humanos é nela onde as operações são executadas junto com a memória de longo prazo, no computador chamado pela sigla HD, o Hard Disk, ou disco rígido que guarda as informações ao longo prazo.

Fotografia do hipocampo do cérebro de um rato colorido artificialmente pelos
 neurocientistas Joshua Sanes e Jeff Lichtman da Universiade de Havard
Com isso e mente, quando vamos dormir o nosso cérebro passa as informações da memória de trabalho, ou curto prazo para a memória de longo prazo. Por que disso? Porque a memória de curto prazo é mais rápida e dinâmica mais seu tamanho é muito limitado, e quando essa memória fica cheia, é preciso esvazia-la e decidir o que dever ser armazenado e o que deve ser excluído. E assim sentimos sono. Significa que a memória de trabalho está cheia, então é preciso desligar o corpo para poder mandar as informações para a de longo prazo. Dormimos porque esse processo é muito perigoso para ser feito acordado pois envolve o ligamento e desligamento de células neuronais, algo muito complexo que ainda está sendo estudado.

Mas o que isso contribui com o meu aprendizado? Ora. É preciso saber também que o nosso cérebro evoluiu para gostar de padrões perceptíveis e coisas que causam grande impacto, entre outras pequenas peripécias. Então logo de início não prestar atenção nas aulas, ou porque ela não é interessante, irá desmotiva-lo a decorar esse assunto, portando é preciso tentar gostar da matéria para facilitar esse processo. Outra coisa é o problema de lembrar da brincadeira do professor e não do assunto que envolvia, novamente o cérebro envolveu-se com aquilo que lhe agradava mais, então a solução parece ser diverte-se ao estudar. Se você faz algo não gostando daquilo que faz, seu cérebro não irá se importa em guarda as informações.

O físico teórico alemão Albert Einstein
demonstrando suas habilidades sobre duas rodas.
Fotografia. Califórnia, Santa Barbara - 1933
Agora porque mesmo assim, com o passar do tempo, perdemos aquilo que aprendemos? Talvez algumas coisas envolvendo coordenação motora como andar de bicicleta continua para sempre gravado na memória de alguns. Contudo é preciso fazer uma outra avaliação. Quando armazenamos novas informações, os neurônios se movem para forjar um caminho que resulte nessa determinada informação ou ação desejada. Conforme vamos aprendendo ela através da pratica, estamos dizendo ao nosso cérebro que essa informação é importante e deve ser reforçada, então novos caminhos vão sendo feitos para facilitar a busca por esse conhecimento mais tarde. Como andar de bicicleta é uma ação muito passada, ela foi enraizada a um ponto de não se perder.

Certamente a cabeça de uma criança é muito mais aberta de um adulto, porque essa vem ao mundo para explorar e adquirir certos costumes que irão ser passados por seus responsáveis. Desse jeito a criança aceita grande parte dos costumes, como uma folha em branco sendo preenchida. Contudo conforme vamos recebendo influencias e ganhando experiências, a tentativa de mudar as conexões do cérebro se tornam difíceis, pois o tempo permitiu que elas se madurecessem muito. Por causa disso que aprender uma nova língua quando adulto se torna um obstáculo, porque é preciso reconfigurar o cérebro que aceitava uma única língua, para aceitar a ideia de duas línguas. Algo difícil, mas que pode ser feito, mas requer mais tempo que o jovem teria, considerando que os dois tenham o mesmo esforço e facilidade para tal.

Como resolver este problema do esquecimento?

Sabendo como o cérebro funciona, é preciso planejar estratégias para assegurar que as informações desejadas sejam armazenadas corretamente. Vimos o que deve ser feito a curto prazo, contudo, e a longo? É neste ponto que entra o conceito das revisões. Revendo mais vezes o que se deseja adquiri mostra para o cérebro o que deve ser reconhecido. Quando história de fofocas são contatas inúmeras vezes, aliado ao seu desejo imenso de saber o que se passou nas últimas horas, temos a receita perfeita para registrar os inúmeros detalhes de quem ou acontecimento a pessoa estava contando. A mesma coisa com outros assuntos menores, como tudo a respeito do garoto da revista teen ou sobre as novidades de contratação de novos jogadores para um time de futebol. Para isso grande maioria consegue desenvolver lembranças solidas. A solução é transportar essa mesma motivação e desejo para os estudos.

Pesquisas foram feitas para avaliar o grau de retenção de um conteúdo, dentre eles o psicólogo experimental alemão Hermann Ebbinghaus em 1894 já estudava esse problema. Ele produzido um gráfico de linhas mostrando a retenção de um determinado conteúdo em porcentagem em função do tempo decorrido. E o que foi encontrado é que tendemos a esquecer muito rapidamente o que não revisamos. Foi averiguado uma perda de 60% do conteúdo após meros 20 minutos se a pessoa não pensar a respeito do assunto posteriormente. Mas o interessante é que, conforme a pessoa revisa o conteúdo, a perda do mesmo tende a ser menor a cada nova revisão, até chegar um ponto de a pessoa não esquecer ou esquecer muito pouco o que foi aprendido.
Explicação da curva do esquecimento de forma detalhada.
Ilustração retirado do website Forever Student.
Com isso, a ideia de estudar com consciência é estudar com alta taxa de absolvição dos conteúdos averiguados. Esse problema geralmente se agrava com a falta de interesse pela matéria, que não causando euforia no cérebro, reduz a relevância dessa em ser armazenada. Leitura complicadas, demoradas e chatas para o leitor tendem a ter o mesmo efeito. Para solucionar esse problema é preciso estar focado e não se deixar levar por outros pensamentos a respeito, que iram tira-lo fora da leitura e o entendimento da mesma, pois o leitor irá se focar em coisas externas que atormentam a cabeça dele.

A primeira revisão tende a ser a mais demorada, porque grande parte do conteúdo foi extinto, depois conforme o cérebro vai solidificando as informações, aquilo que inicialmente precisava demorar algumas horas para ser lembrado nos primeiros dias, torna-se apenas alguns minutos para ter à tona o antigo pensamento. Com isso esperamos que os alunos e aficionados pelo aprender possam compreender um pouco de uns dos problemas existente neste ato. Agora resta o mesmo se preparar e dedicar para ultrapassar esse problema que muitas vezes não é comentado em instituições de ensino, e se é, por vez é feito brevemente.
quarta-feira, 13 de abril de 2016

O forjamento do pensamento racionalista humano - Segunda insinuação

A personificação dos números na mente humana e a copulação deles entre si.
Em dias atuais, a tentativa mais que pequena, de conceber o homem sem o conhecimento da contagem, é algo que praticamente barrar o impossível. Pois desde a escola primaria as crianças são treinados a decernir diferentes quantidades de maçãs e gansos que são apresentados na forma de figuras ilustrativas. Contudo poderia o homem que não passou por esse processo, ter conseguido desenvolver por conta própria essa ideia? É uma das aquelas perguntas que não pode ser respondida com um simples sim, ou um não. Existem muitas variáveis que se alteradas podem modificar o resultado final da resposta. Para resolver esse problema é necessário recordar-se então da última insinuação.

O corvo apesar de ser uma ave, apresenta
certas características humanas, como a empatia,
além de poder ser manipulativo e brincalhão
O homem, assim como alguns outros animais, como chimpanzés, elefantes, golfinhos e corvos, faz parte de um grupo seleto que tem a capacidade de se reconhecer no espelho. Esse teste é primordial para o desenvolvimento da razão e consequentemente da lógica matemática, pois permite de fato concluir que o animal tem consciência de si mesmo além da capacidade de se diferenciar do ambiente externo que o cerca, o chamado cosmos da filosofia. Só assim pode-se começar a nomenclatura da contagem, o número um, é cada uma dessas entidades, o eu é um, único, assim como o cosmo, porque são diferentes. Isto são então, resquício da propriedade de isolamento.

Depois da descoberta da individualidade, do número um. O ser começa a notar que faz parte do cosmo e que este faz parte dele. Com isso a junção de uma isolação, o ser, com outra isolação, o cosmo, permite a fabricação do número dois, o segundo, através da existência de uma relação entre partes, de ordem convergente, isso é, que se assemelha. Mas apesar disso o ser reconhece sua diferenciação do cosmo, o cosmo porem não é capaz de se diferenciar, pois apresenta-se formado pelo conjunto restante, de todas as outras coisas que não são o ser. Assim nasce a ideia do número três, que tem como finalidade a representatividade do desconhecido.

Mas uma vez essas formulações remetem a dois conceitos formulados por Aristóteles para a lógica clássica, o princípio da identidade, o ser é ele mesmo, e o princípio da não contradição, o ser não pode ser outro ser. Mas para tornar útil esses números, era preciso ordena-los e dar origem a contagem. Esse conceito surge da equiparação, isto é, a correspondência um a um dos elementos de um grupo disperso. Esse método é utilizado até os dias atuais, pois permite de uma forma rápida e fácil, contar sem se preocupar com os números, quando por exemplo, uma pessoa sabe que pode se sentar no ônibus sem contar o número de pessoas, de assentos, e fazer as contas.

Nós em cordas, pedrinhas, riscar e ossos,
foram diversos os métodos para
representar os números
Ficticiamente tem se como base um pastor que deseja saber ao final do dia de pastagem se conseguiu recuperar todas as suas ovelhas. Para cada uma delas ele agrega uma pedrinha a um saco de pano que leva consigo. Quando guarda as ovelhas, basta passar as pedras para outro saco, e assim, caso restar pedras no primeiro saco, ele saberá sem contar, que faltam ovelhas. Assim ele irá procurar as ovelhas restantes, e para cada uma que ele encontrar, passará uma pedrinha para o novo saco, até que este primeiro não tenha mais pedrinhas.

Essa ideia de identificar uma entidade como outra era tão eficiente, que podia-se assimilar as coisas à partes do corpo predeterminadas, assim tendo os dedos das mãos como pedrinhas, podia-se assimilar cada membro da família a um dedo levantado, e trocar, abaixar o dedo, por cada par de comida respectivo a cada membro da família. Mais tarde, o homem passou-se a utilizar de marcas de tintas, que o permitiu ele registrar essas quantidades para a posterioridade.

Dado o aspecto cardinal dos números pela equiparação, a contagem só pode ser formada através do aspecto ordinal do mundo, que permite identificar que os números podem ser superiores a alguns, e inferiores a outros. Eles podem ser rearranjados em uma ordem, que segue o conceito da sucessão, onde para se construir números maiores deve-se juntar números menores. Algo como quando os bebes respondem quantas balas existem nas mãos de suas mães. Dizendo um, um, um. Repetindo-se o número um três vezes, simbolizando a individualidade de cada bala, mas não identificando a mesma como um conjunto que agrega as três individualidades, uma de cada bala.

Qual é o maior número que existe? Pegunta de criança.
Um número maior que infinito? Basta acreditar que tal
número exista. O cardinal inacessível que não pode
ser obtido por quantidades finitas, como aleph zero.
Para compreender a construção dos números através dos isolados, tomemos os mesmos como conjuntos. A base de toda a matemática é identificada no estudo da teoria dos conjuntos, onde um conjunto é simbolizado pela coletânea de entes. Cada ente sendo um elemento pertencente ao conjunto. Agora podemos construir os número a partir do nada. Mas como podemos ter algo a partir do nada. Não seria isso algo impossível de ser feito? Bem. Vamos observar. Tomemos a definição de um conjunto vazio. O conjunto vazio pode ser representado de duas formas, por dois colchetes, um de abertura e logo em seguida outro de fechamento com nada entre esses, ou pelo simbolo do zero cortado, que na verdade é uma inspiração do alfabeto dano-norueguês.

Quando nós temos o conjunto vazio, que representa o nada, temos então a representação quantitativa de nenhuma quantidade. Formalmente nós atribuímos o valor zero para os conjuntos onde não se encontra nenhum ente. Agora se nós inserimos um conjunto vazio dentro de um conjunto vazio, este deixa de ser vazio e passa a ter um ente instalado, com isso acabamos de formalizar a definição do número um, que é o conjunto onde se encontra um e somente um único elemento. Para o próximo número, o número dois, as coisas se tornam um pouco mais complicadas. Eu não poderia adicionar mais um conjunto vazio e denominar que tenho o número dois, isso porque o conjunto vazio em si mesmo simboliza o valor zero, devemos então adicionar o conjunto do número um dentro dele mesmo. E assim sendo temos o número dois.

Para os próximos números, como o três, devemos continuar essa repetição recursiva, adicionando o conjunto atual dentro dele mesmo, onde através desse projeto obtemos o próximo número da lista. Isso nos garante não somente o número puro em sim, mas também a construção do sistema de ordenação. Onde a cada passo forçamos a relação de superioridade de um conjunto em relação a outro. Separando as adições dos conjuntos através de uma virgula. Não podemos definir a mera separação de conjuntos vazios por virgulas, pois o conjunto vazio em si é vazio, mas um conjunto com vazio não, e por isso quando tenho uma sequência de conjuntos vazios eu tenho nada, sua soma por assim dizer resulta em zero. Contudo a junção de um conjunto com um vazio não resulta em zero, mas sim em um.
Construção dos números ordinais através da teoria dos conjuntos.
A letra grega omega zero representa a nomeação de todos os números naturais.
Pegue o número quatro. Temos os conjuntos zero, um dois, e três inseridos dentro desse. Esse arranjo nos fornece portanto o número quatro. A soma efetuada para se considerar o próximo número é que o conjunto atual é sempre uma unidade inferior a sua cardinalidade, do seu valor como número. Isso porque começamos nossa contagem a partir do número zero, e não do número um. Algo muito importante de ser notado. O conjunto infinito final de números possíveis nos naturais chamamos de aleph zero, representado pela letra hebraica aleph adicionada de um pequeno zero inferior a direita da letra. Já para questões de nomeação do número, utilizamo-se da letra grega omega zero. Com a mesma estrutura apresentada.

Caso tenha perdido a insinuação anterior. Não deixe de ler a mesma através do seguinte link,
como forma de complemento para a compressão dessa insinuação posterior:
sábado, 5 de março de 2016

O forjamento do pensamento racionalista humano - Primeira insinuação

Quais são as bases da razão? Realmente existe diferença entre exatas e humanidades?
Parece ser muito engraçado que com o decorrer dos anos a sociedade veio a definir uma divisão bilateral clara entre os diferentes estudos humanos que existem. Seguidos até mesmo por um terceiro elemento mais tardio, visando obter os melhor dos dois mundos, ou se excluir desses dois primeiros. Estou falando a respeito da clássica divisão entre as matérias exatas e as humanidades, bem como as biológicas. O que levou a nossa sociedade arquitetar esses grupos? Porque as matérias exatas não são humanas sendo que ambas são utilizadas pelos humanos? Talvez não temos uma solidificação desta questão pela própria ideia de não sabermos se a rainha das ciências, a matemática, é de fato algo criado pelos humanos ou algo a ser descoberto, intrínseco a natureza, por assim se dizer.
Desenho representando os esteriótipos de pessoas que
apresentam afinidade com as respectivas áreas.
Sabe-se que qualquer disciplina tem sua origem fincada na filosofia. Nisso não há qualquer dúvida, e nenhum estudioso contesta. Contudo em especial a matemática, está que se fixa na filosofia através do estudo da filosofia primeira, a metafísica de Aristóteles, mas do que nunca, especificadamente no que se diz respeito ao raciocínio lógico, se diferencia das outras disciplinas por uma abordagem que exclui as qualidades dos objetos, e passa apenas a importa-se com o seu aspecto quantitativo. Para que possamos compreender isso com profundidade devemos voltar no tempo até a Grécia antiga, local este tido como berço da filosofia ocidental, da qual hoje tiramos nossas bases de sustentação para os mais diferentes meios de estudo.

A ideia de metafísica é um dos três grandes pilares da filosofia, junto com a epistemologia e a ética. Ela é a única que se permite dar sustentação à mesma e a todas as outras matérias. Mas afinal de contas, o que é a metafísica? Resumindo de uma maneira muito brusca, a metafísica pode ser entendido como o estudo de tudo aquilo que é, o estudo do ser. E sua pergunta originadora é a questão daquilo que é real e o que seria imaginário. Seu estudo permite reconhecer as semelhanças e as diferenças dos objetos, vide suas características intrínsecas. E por que isso é importante? Porque contrariando o que se mestre Platão havia dito, que o conhecimento verdadeiro estaria no mundo das ideias, e este deveria ser recuperado através do processo de reminiscência, Aristóteles teve que redefinir o dualismo Platônico.  E eles fez isso, reestruturando em passos ele diz que é possível obter o conhecimento das coisas que existem no mundo das sombras.
Representação dos filósofos, a esquerda Platão e a direita Aristóteles.
Rafael Sanzio: A Escola de Atenas, 1509. Afresco, 5 m x 7,7 m.
Vaticano, Palácio Apostólico.
Sendo assim, a ideia de abstração teve que ser construída, palavra vinda do latim, que significa isolação de fatos da realidade. Como o cosmo é muito vasto e complexo para ser totalmente compreendido pela pequenez humana, se faz necessário então faze-lo em partes. Isolando e categorizando metodicamente as coisas. Entretanto apesar do isolamento, o ser humano percebeu que as partes isoladas compartilhavam propriedades iguais ou semelhantes. Foi então identificado os chamados padrões. E exatamente com essas duas coisas que se pode dar origem a lógica, em descobrir que coisas de um ser especifico e de um ouro isolado que que compartilharia uma ligação por semelhança.

Quando digo que "a neve é branca" tem se a neve como um objeto isolado do mundo, mas não em totalidade, pois a neve contém uma propriedade, a de ser branca. Já o branco se termina como um objeto em seu isolamento máximo, o de ser cor, recebendo o nome de propriedade por fazer parte de algo maior, no caso a neve. Com isso é preciso dar um valor lógico à frase para que a mesma venha a se tornar uma preposição, ratificando sua existência no universo em que esta está inserida ou não. Se dissermos que "a rosa é vermelha", isso não será verdade para um daltônico que tenha protanopia, pois para ele a rosa será uma amarelo escuro. Dito isso vemos a importância de se declarar sentenças dentro de um contexto para evitar erros e contradições lógicas.
Fotografia de um floco de neve tirada através da lente de um microscópio.
Sua forma peculiar deriva-se da estrutura hexagonal da água cristalizada.
Sendo assim podemos fazer conexões entre as preposições e encontrar padrões. Se formulo a preposição de que "Pedro e Gustavo são crianças", e depois prepósito novamente: "Toda criança é menor de idade", descubro que Pedro e Gustavo, além de serem crianças, também são menores de idade, através da releitura e ratificação da última premissa. Contudo observe que, se dizermos que "Carla e Bruna são menores de idade", e depois digo que "todo menor de idade é uma criança", seriam Carla e Bruna crianças? Não. Pelo simples fato de que a última preposição está incorreta, pois nem todo o menor de idade é uma criança, ele poder ser um bebê ou um adolescente, a menos é claro, que a situação permita considerar essas duas entidades como crianças.

O que acabamos de fazer no trecho anterior foi a formação de uma nova premissa, preposição, chamada de conclusão, através de duas outras premissas inicias. Esse fato só foi possível através de uma regra lógica que foi estabelecida denominada dedução. Via de regra, este raciocínio segue o modelo de silogismo, onde dada uma premissa maior, que define uma regra geral: "Toda criança é menor de idade", e dada uma premissa menor, isolada e especificadora de um grupo: "Pedro e Gustavo são crianças", com a qual se obtêm uma conclusão: "Pedro e Gustavo são menores de idade". Essa característica do argumento dedutivo é muito difícil de combater, pois uma vez que seja verdade a premissa maior, a menor sempre será verdade.

Outro argumento como o indutivo é muito utilizado por cientistas para comprovarem suas hipóteses. Através da observação constante de um fato, percebe-se que esse pode se tornar uma lei. Partindo assim dos isolados a um conceito geral. Porém ele é argumento fraco, pois o isolado pode compor características que não diz respeito ao geral. Ao observar um grupo de animais mamíferos e notar que todos desse grupo apresentam fecundação vivípara, isto é, a formação do embrião no interior do ser, não significa que todos os mamíferos apresentam essa característica. Vide o ornitorrinco como exemplo que tem fecundação ovípara, tendo que botar ovos ao invés de ter o feto guardado no corpo.

Nas próximas insinuações, capítulos, iremos a partir dessas informações descobrir a origem da matemática a sua formação no intelecto humano. Não deixe de rever o blog. Até mais!

A próxima insinuação já está disponível para leitura. Para acessa-la consulte o link abaixo:
quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Artigo das Humanidades. A atual crise imigratória

Perto das provas, uma solução é prontamente armada, e procura-se a aprovação.
Como boa parcela dos estudantes deve estar sabendo, em especial os estudantes do terceiro ano do ensino médio, falta aproximadamente um mês para o início do exame nacional do ensino médio. E tem se percebido que estes jovens não têm andado sabendo das últimas atualidades do mundo que os cerca, seja dentro de seu país ou fora dele. Deste modo, procurando uma solução, a professora de História, Vanessa Serafim, decidiu propor a criação ou reprodução de textos contendo artigos diversos referentes as matérias das humanidades para ajudar os alunos. Com textos desenvolvidos tanto pelos professores, bem como os próprios alunos. Sendo que os mesmos também estarão disponíveis nos painéis da escola para serem lidos.
Sofrido pelo atentado terrorista desse ano, o jornal francês, Charlie Hebdo,
faz uma sátira a morte do garoto sírio com a promoção de um menu fictício.
Para começar, o nosso conhecido professor de Sociologia sugere a leitura de dois artigos sobre a crise imigratória. O primeiro que demonstra o real enfoque, e o entendimento da situação, e o outro que explica a diferenciação entre imigrantes e refugiados. Confira os links abaixo:


Deseja participar do projeto? Envie um e-mail com o seu artigo ou reprodução para o autor da postagem, e quem sabe o seu artigo ou reprodução pode aparecer por aqui também?
segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Consolações à pátria no dia sete de setembro

Mais um feriado nacional, mais uma emenda de feriado!
A história da independência do Brasil pode ser percebida de maneira conturbada. Tendo início com a vinda da família real ao país, que estava fugindo do exército francês comandado por Napoleão Bonaparte que invadia o reino de Portugal. Porque o rei se recusava a fazer parte do bloquei continental contra o Reino Unido, visto que Bonaparte queria acabar com a economia da Inglaterra. E assim o rei, Dom João VI, viu a colônia brasileira como um refúgio, e desembarcou no estado da Bahia com sua família, se movendo mais tarde para o Rio de Janeiro, em janeiro de 1808.
Chegada da família real ao cais de Belém.
Henry L'Evêque: Cáes de Belem, 1813?. Gravura: buril e água-forte.
Lisboa, Biblioteca Nacional de Portugal.
A escolha retoma que a cidade era mais bem desenvolvido do pais, pois era um local banhado pelo mar. A esperança de uma nova fuga era facilitada, e deste modo o local se torno a nova capital de Portugal. E também naquela época, São Paulo não tinha o status de atualmente, visto que sua consolidação como uma cidade econômica só chegou anos mais tarde através da produção cafeeira pelos imigrantes, durante o regime do "café com leite".  Deste modo o rei definitivamente transformou a cidade, instalando diversas repartições públicas: incluindo o banco do brasil, o arquivo central, a biblioteca real, entre várias outras coisas.

Ainda neste momento, o rei fez a abertura dos portos às nações amigas, no caso a Inglaterra. Pondo um fim ao pacto colonial, que obrigava produtos estrangeiros a passarem pela alfândega da metrópole portuguesa antes de desembarcarem na colônia brasileira. Isso permitiu facilitar o comercio, obtendo produtos de fora para sustentar a colônia. E na Europa, as nações locais haviam conseguido derrotar Napoleão em 1815, permitindo que cada rei retorna-se ao seu trono. Então Dom João VI retorno mesmo para restabelecer seu poderio, porque com a revolução liberal do porto, os manifestantes haviam destituído o absolutismo pela monarquia constitucional.

O registro da carta régia pode ser visto no link abaixo:

Para não deixar o pais sem um governante, o rei resolve colocar seu filho, Dom Pedro I em seu lugar como regente do Brasil. E com os impostos só aumentando, os latifundiários, detentores de grandes porções de terra, onde cultivavam o plantio, estavam ficando estressados com essa situação. Resolveram então pressionar o regente através de uma rebelião, para obter a independência do Brasil, e o fim de pagamentos a coroa portuguesa.

Apesar das pinturas da época retratarem Pedro descendo a serra rumo ao litoral montado em lindos cavalos e luxuosas roupas, muito bem lavadas. Essa não é a verdadeira história. O imperador estava aflito e nervoso quando foi avisado que sua esposa princesa Maria Leopoldina, que a mesma havia sancionado uma lei no dia 13 de agosto de 1822, que permitia a libertação do Brasil das mãos de Portugal. E este teve que as pressas proclamar o famoso grito da independência.
Representação do dia da independência do Brasil.
Pedro Américo: O grito o Ipiranga, 1888. Óleo sobre tela, 415cm x 760cm.
São Paulo, Museu Paulista da USP.
Se o uso da razão for exercitado por um instante, essas imagens caem em um cenário fictício. Visto que cavalos não tem força e nem astúcia para andar nos terrenos íngremes e tortuosas de uma serração, bem como a presença do ambiente lamacento da mata e a secreção de plantas e animais. Provavelmente todo esse clima tenham feito que o imperador e sua "cavalaria" descessem a serra amontado em mulas, sujos e famintos. Realizando o grito no dia 7 de setembro de 1822, quando ele recebeu o decreto da esposa.

Tendo feito esse ato heroico da elite brasileira, o Brasil ainda não estava totalmente independente, visto que o decreto estava apenas no papel, era preciso colocá-lo em prático. Para isso foi gasto mais de 2 milhões de libras esterlinas para que Portugal reconhece-se a independência. Diferente de outros países que aceitaram o decreto naturalmente, como o Estados Unidos e o México. E o imperador proclamou o dia do fico, quando este foi solicitado para retorna a Portugal no dia 9 de janeiro de 1822 para cuidar do país, mais resolveu ficar para cuidar da nação brasileira.
"Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico." - Dom Pedro I. (vide que este "todos", certamente se referia aos proletariados, a antiga elite brasileira)
E o mais engraçado é que o imperador sofria de terríveis problemas intestinais, o que lhe causava terríveis diarreias. Portanto, provavelmente o local do acontecimento foi em cima de uma colina contendo bastante vegetação para seu alivio. E não as margens do rio Ipiranga como se pressupõem o registro presente no hino nacional.
Mulheres e crianças com a bandeira brasileira, mimética ao positivismo.
Pedro Bruno: Pátria, 1919. Óleo sobre tela, 278cm x 190cm.
Rio de Janeiro, Museu da república(
Palácio do Catete).
E no quesito hino, depois de toda essa explanação das origens do feriado fica inevitável uma pergunta, que muitos têm desde os seus anos de escola por vez. Afinal. Pode não pode aplaudir o hino nacional? Para respondermos essa questão devemos verificar o excerto do artigo nº 30 e o parágrafo único abaixo deste, contido na lei nº 5.700, de 1 de setembro de 1971. E ao terminar a leitura podemos sintetizar o texto desta forma:

Dever-se ter uma atitude de respeito durante a execução do hino, tomando como base o regulamento estabelecido pela instituição onde o hino está sendo executado. Ficando proibido qualquer manifestação adversa não instruída pela instituição, bem como o desrespeito ao hino.

E chegamos a conclusão que fica no dever da instituição a escolha de bater palmas ou não, como algo optativo. Que só se deve ser executado apenas depois do término da execução do mesmo para que não seja caracterizado como desrespeito. Além disso, como a proibição do ato não é prevista na lei, o princípio de legalidade e da anterioridade se confirma. Como visto na constituição federal, no art. 5º, inciso XXXIX.

Confira as devidas elencações citadas acima através dos seguintes links:

Provavelmente essa ideia de que as palmas são consideras falta de educação provem que o hino represente o próprio povo. Logo a atitude denotaria a contemplação de si mesmo. Gerando um paradoxo. Ou até mesmo que o hino não é uma apresentação, como um show ou concerto, e sim um símbolo que deve ser velado. Ou na contramão desta, que o hino é uma execução interpretativa do real símbolo nacional e, portanto, está cópia imperfeita teria a permissão de receber aplausos (mundo das ideias de Platão?).


Bem no final das contas, muitos docentes estavam equivocados sobre suas premissas inicias. Certamente pela rigidez que as antigas escolas empunhavam sobre seus alunos, não permitindo que esses aplaudissem o hino. Quanto mais ao questionamento filosófico do assunto.  Fazendo muitos alunos apenas aceitarem, ao invés de saber o porquê que tem que ser dessa maneira.
quarta-feira, 15 de julho de 2015

Reunião com os alunos - Segundo semestre - Segundo motivo

Não adianta, depois, bater panela na rua. - Diretor geral, Adiel.
Mal a nutricionista finaliza a sua apresentação, e eis que a luz volta. Tão logo o diretor geral Adiel é convidado a falar. E retomando a questão do desperdício, dando uma ênfase punitiva a esse problema, querendo que todos peguem apenas o que forem comer, ele mais uma vez discursa: "O que eu quero que vocês entendam: Costumes (bons modos) vocês têm que trazer de casa", bem como o hábito inadequado em corta a fila do lanche. Foram observados projetos referentes a fome no mundo, como o projeto Caravana na África e a importância do banco mundial de alimentação.

O diretor explicou mais afundo algumas questões perguntadas pelos alunos, quando ele come na escola, admitiu não gostar da comida algumas vezes. E com um tom de "amizade" como ele mesmo citou: "Não gosto de comida salgada". Bem como o uso de substâncias para "engrossamento" da comida, como o salitre (nitrato de potássio), foram definidos como um veneno.  E que o SESI não se utiliza de quais queres substancias parecidas, respondendo assim questionamento de uma garota a respeito do "peso" da comida.

O convite chega então a diretora da escola: "Minha querida professora Rosana", como carinhosamente foi convocada à fala pelo diretor geral. E a discussão tomou mais forma e rumo na questão de espaços para os alunos ficarem, e uma solução "engenhosa" desenvolvida pela dona Rosana para entreter os alunos, foram os chamados "Espaços Jovem". Abrindo outro desses espaços contendo uma televisão nova de 55" polegadas, e sim: "vai poder trocar os canais", salientou o diretor geral, já que a televisão do hall principal (área verde, centro administrativo) para os visitantes do CAT, os alunos não têm esse direito. Valendo disto tudo, até parabenizarão os alunos receberam por ajudarem os baixinhos (no refeitório?).

Voou-se subitamente para as questões da formatura, e o Adiel disse: "Não podemos ter baile na escola, nem no ginásio", deste modo pretende-se ter apenas a colação de grau na escola. E a explicação para isso foi a necessidade de uma autorização do corpo de bombeiros para que se possa ter um evento deste porte na escola, além claro como o controle acústico, citado por ele. E para comprovar sua fala, ele citou o próprio teatro que foi "planejado para não pegar fogo", já que a madeira das paredes e o carpete além do teto contém uma tinta especial anti-fogo.

Projetos para o ensino médio foram mostrados, como o empreendedorismo do SEBRAE e a proposta de agregar da "Pedagogia do Exemplo" do ensino fundamental para o ensino médio. O diretor geral então entrou em detalhes fundos, e disse: "Não se bate palma depois do Hino Nacional", como foi visto durante a nomeação dos coordenadores da "Pedagogia do Exemplo". E salientou a problemática de ter que ficar apartando briga entre os seus alunos, e os de outras escolas. E entrou-se na questão da terceirização, e como ela afeta a escola. O diretor geral disse que os serviços da limpeza e da segurança são de fato, terceirizados, mas destacou a humildade desses funcionários.

O diretor Adiel citou as situações constrangedoras que ele teve que passar durante seus anos de trabalho, como os dias que ele teve que "negociar com traficantes" para que os alunos pudessem ter aulas de educação física. A diretora escolar questionou os alunos, dizendo: "Não gosta de perder aula, mais fazem falta coletiva" e finalizou dizendo que sempre irá ter professor substituto, em resposta da questão da falta de professores em sala de aula, uma aluna retomou dizendo: "Ir para escola para não fazer nada", concluindo que seria muito mais proveitoso ficar em casa nessas situações. O diretor em uma outra linhagem somente respondeu: "Perfeito!".

Novamente o diretor Adiel continuou suas digressões: "Eu dava aula em uma praça". E disse que apenas o SESI tem uma estrutura tão boa como essa, em ter uma quadra de tênis, entre outras coisas. Questões menores como se o SESI iria pagar o ENEM foram jogadas, e respostas do tipo: "Não. Talvez. Vamos aguardar" foram retornadas até um definitivo "Não". A informática também ganho foco, a respeito sobre a impossibilidade de utilização dos computadores devido a uso pelos professores que estava fazendo o diário eletrônico, que foi implementado esse ano na escola. O diretor ligando-se a esse assunto, disse que irá colocar a internet wireless (Wi-Fi) na escola, mas falou: "Mas vocês não terão acesso", salientando o uso exclusivo para os professores. Então o Adiel finaliza, dizendo: "Vocês faram a sua parte. Eu tenho certeza"(de verás?).

E chega-se ao ápice da segunda parte da reunião, quando um grupo de alunos diz que não podem ter aula na biblioteca porque a bibliotecária não se encontra, e a diretora da escola diz que, "Não" que aquela classe tinha sim suas aulas na biblioteca, repetindo esse "Não" com um tom enfático várias vezes. Eis que muitos alunos então começam a dizer repetidamente "Sim" que eles de fato, não tinham aula na biblioteca, gerando um tom engraçado entre os dois grupos. A diretora Rosana então conclui que os horários batem, e que é responsabilidade da professora se organizar para marcar uma aula na biblioteca quando a bibliotecária se encontra, dizendo: "O diálogo é sempre bom", referindo-se aos alunos alertarem ela sobre essa problemática.

Uma das coordenadoras responde uma pergunta: "Não pode imprimir. Não tem cabimento". A respeito da possibilidade de impressão de listas de exercícios e atividades na escola. Novamente ela diz: "De novo meu amor". Então a outra coordenadora responde: "Essa eu falo! Lista de exercícios é para ser resolvido em casa" e "tem pergunta que procede, já outras, outras não". O diretor falou: "Estão com medo de mim" e "Isso envolveu o meu nome", com respeito do porque que ele não fala diretamente com os alunos durante o horário de aula, e sim através de outras pessoas, como inspetores de alunos. E as duas respostas que ele deu foi que ele não faz isso para constranger o aluno, e que existem pessoas para fazer isso, como os inspetores.

A diretora disse: "Algumas pessoas não entenderam que só pode utilizar o uniforme", referindo-se à proibição do uso de calças "Jens" no centro-esportivo. E uma aluna disse: "Qualquer pessoa pode entrar no SESI", evidenciando falhas de segurança, e como resposta o diretor disse que poderia alertar, e até mesmo trocar os funcionários da portaria. Bem como o conserto das calçadas esburacadas na frente do portão da escola, que se tornam perigosos em dias de chuva como a aluna citou. Entre outras coisas. A apresentação acaba com as falas do diretor dizendo: "Vamos conversando" e "Algumas coisas vocês precisam começar a fazer", pondo assim um ponto-final a essa longa discussão.

Essas postagens têm apenas propósito de arquivamento das ações decorridas ao longo deste ano letivo.

Esta é uma continuação de uma outra postagem. Para acessa-la, siga o seguinte link:

Reunião com os alunos - Segundo semestre - Primeiro motivo

Mas o que? Uma reunião extraordinária e ainda no teatro?!
Não era de se esperar uma reunião geral com o diretor da escola no começo do segundo semestre do ano letivo. Estando presente os alunos do segundo e do terceiro ano, visto que o primeiro estava em prova, a reunião veio focar na formação de hábitos como citou o diretor, e a modalidade de atendimento alimentar como reforçou Leunice, a nutricionista geral do CAT.

Os alunos foram convocados por dois motivos, tal que o primeiro foi a respeito dos questionamentos sobre a merenda escolar, com o esclarecimento de dúvidas sobre a quantidade e qualidade da produção, além de outras questões interessantes sobre o porquê da proibição da ingestão de líquidos durante o almoço. E o segundo com o diretor para discutir problemáticas referentes a escola. Sendo assim, iremos dividir esse relato em duas partes, onde está primeira cobrira os acontecimentos referentes a merenda.

A nutricionista disse que a alimentação escolar é um serviço, e como um bom serviço essa alimentação deve ser saudável e segura para os seus clientes, no caso os alunos da escola. O cardápio da rede SESI é único, e deve seguir procedimentos e linhas gerais das sedes administrativas, sempre que possível fazendo adaptações locais em cada região para atender os alunos, e na falta de algum prato prescrito, ocorre uma substituição programada.

São servidos na unidade, lanches da manhã, almoços, lanches da tarde e a janta para o pessoal do esporte. Além de oferecerem uma dieta especial para aqueles que tiverem uma prescrição médica com restrição alimentícia, por parte do aluno.

Então a Leunice fez uma pergunta: "Vocês conhecem a cozinha?". E começou a mostrar como funcionava toda a repartição alimentícia do SESI, e também mostrou o refeitório claro, dizendo: "É aqui que vocês bem organizados vem pegar o lanche". Os estoques e o controle de qualidade também foram exibidos e explicados. A nutricionista falou sobre o registro da temperatura dos alimentos além da coleta de amostras em sacos plásticos que são congelados por três dias, para no caso de uma averiguação de qualidade se tenha provas dos alimentos consumidos.

Continuando com a apresentação das imagens, fora exibido os funcionários em seus postos de trabalho. E quando foi mostrado a foto de um deles, os alunos gritaram: "Olá é o tio!". E a nutricionista disse: "Eles nem conhecem o Reinaldo, né?". Então a apresentação entrou no seu ápice ao citar o desperdício de alimentos, e foram mostrado diversas imagens de lanches inteiros jogando no lixo.

Leunice mostrou dados referentes a fome no mundo e citou um fato curioso que mais de 7 milhões de brasileiros ainda passam fome no Brasil segundo a reportagem da revista VEJA SP - 18/12/2014, a pesar dos esforços do governo atual para erradicar esse problema. Outras amostras como da ONU que uma em cada oito pessoas no mundo passam fome, e que 280 a 290 crianças morriam de fome por dia no Brasil durante a gestão do governo FHC.

Todo o desperdício é registrado, e é enviado à sede, e com a exibição de um gráfico sobre os restos de ingestão, pode se notar uma leve tendência crescente no decorrer dos meses mostrados. E a nutricionista enfatizou que está com a proposta de "Desperdício zero" e ressalto: "Temos que ter conduta". Para isso foi proposto que o aluno se sirva, colocando só o que ele for consumir.

Ao chegar nas dúvidas mais frequentes dos alunos. Subitamente a luz do teatro se apaga. A multidão fica no escuro. Luzes de emergência ascendem-se. Mal iluminado o rosto dos alunos. Os professores acalmam a euforia. E a reunião continua o seu trajeto. Visando agilidade, selecionamos algumas das questões levantas, que foram respondidas mais ou menos da seguinte maneira:


Não tem repetição? Mas sobrou lanche!
Não tem repetição. O que existem são as "sobras" que são oferecidas aos alunos. Ou seja, quem estiver na fila para pegar essas "sobras" recebera algo a mais para comer. Mas o aluno não tem direito a dois lanches.

Porção dos lanches é sempre a mesma?
Sim, a quantidade de lanches é feita na proporção da quantidade de alunos.

Estou sem lanche, mas estou com vale!
Então temos um problema. Alguém pegou mais de um lanche, e você ficou sem.

Durante o lanche pode tomar suco, mas no almoço não, porque?
Porque os líquidos diminuem o poder de absorção de nutrientes do corpo, ao diluir o ácido digestivo. Fazendo a digestão demorar mais. E como os lanches são feitos em pequenas porções, ofertamos o suco, além ele ser um substituto de vitaminas, no caso daquelas pessoas que não comem as frutas.

Está última reposta ainda teve uma comparação ilustrativa. Em que a nutricionista utilizou-se de um saco plástico para representar o estomago dos alunos contendo um líquido de um rosado forte representando o ácido que permite a digestão dos alimentos. Ela então colocou um copo de água e mostrou que a cor antes escura, ficou clara, ressaltando assim a perda da eficiência digestiva ao beber líquidos durante a alimentação.

Essas postagens têm apenas propósito de arquivamento das ações decorridas ao longo deste ano letivo.

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